Há muitos anos, contava-se de Tancredo Neves uma história que vem a calhar. Certa vez um político fofoqueiro lhe perguntou: “O senhor guardaria um segredo?” Ouviu a seguinte resposta: “Se o senhor, que é o dono do segredo, está querendo passá-lo adiante, por que eu teria de guardá-lo?” Quem passa adiante um segredo continua sendo dono dele. Dono negligente ou delinquente, mas dono, ainda assim. O segredo, em suma, pode ser compartilhado. A responsabilidade por sua guarda, não.